O Globo.
LONDRES - Cientistas da Universidade de East Anglia (UEA), em Norwich, Inglaterra, descobriram um gene nas células cancerosas que, se bloqueado pelas drogas certas, poderia parar a disseminação da doença.
Publicada nesta segunda-feira no jornal Oncogene, a descoberta é um avanço no entendimento de como o câncer se propaga. A esperança é que a pesquisa leve a novas drogas capazes de parar o estágio crítico da doença, quando as células cancerosas se espalham por várias partes do corpo.
O gene WWP2 é um agente enzimático encontrado nas células cancerosas que ataca e destrói um inibidor natural do organismo que normalmente evita que as células cancerosas se espalhem. Os pesquisadores descobriram que, bloqueando o WWP2, os níveis do inibidor natural são impulsionados e as células cancerosas permanecem latentes.
O autor da pesquisa, Andrew Chantry, da Escola de Ciências Biológicas da UEA, disse que a descoberta poderia levar ao desenvolvimento de uma nova geração de drogas na próxima década, remédios usados para conter a disseminação das formas mais agressivas da doença, como o câncer de mama, no cérebro e de pele.
— Os estágios mais avançados de câncer envolvem um processo conhecido como metástase, uma fase crítica que não pode ser tratada ou evitada — disse Chantry. — O desafio é identificar uma droga potente para entrar nas células cancerosas e destruir a atividade do gene, o que é uma tarefa difícil mas não impossível e ainda mais fácil com o entendimento profundo dos processos biológicos revelados neste estudo.
O coordenador científico Mark Matfield, da Associação Internacional de Pesquisa de Câncer, que financiou a pesquisa, disse que "este é um exemplo perfeito de como pesquisas básicas sobre o câncer podem abrir caminhos para desenvolver novos tratamentos".
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Câncer de mama em idosas aumenta 42% em São Paulo
Tumor em mulheres jovens representa cerca de 10% de novos casos.
O câncer de mama cresce no Brasil em mulheres de todas as idades, mas o avanço é mais rápido em mulheres acima dos 60 anos. Levantamento feito com base nos registros da Fundação Oncocentro de São Paulo, no período de 2000 a 2008, revela que o número de novos casos em idosas cresceu 41,8% no Estado.
A Fundação Oncocentro recebe dados de 76 hospitais do Estado, incluindo o Hospital das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão Preto, Hospital A.C. Camargo, Hospital de Barretos, Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), entre outros. O levantamento foi realizado pelo mastologista Marcos Desidério Ricci, da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), que analisou os 44.709 novos casos diagnosticados pela fundação durante nove anos.
Do total de casos, 44.312 foram registrados em mulheres e 397 em homens. Segundo o levantamento, 2.110 mulheres com mais de 60 anos foram diagnosticadas com câncer de mama somente no ano 2008. Oito anos antes, o número de novos casos nessa faixa etária tinha sido de 1.487, o que indica um crescimento de 41,8% no período.
Entre as mulheres de 40 a 60 anos, o número de novos registros saltou de 2.042, no ano 2000, para 2.744 em 2008, um aumento de 34,3%. Apesar do crescimento menor (na comparação com as idosas), são as mulheres de 40 a 60 anos que mais recebem diagnóstico do câncer. O levantamento mostra que, em 2008, 51% dos casos foram registrados nessa faixa etária. Já as idosas representam 39,2% dos novos casos. O restante (9,8%) são os diagnósticos da doença em mulheres com menos de 40 anos.
A idade é um dos fatores de risco para o câncer de mama, de acordo com Ricci. Além disso, o avanço mais acelerado da doença entre as mulheres com mais de 60 anos também pode ser explicado pela maior expectativa de vida da população
- O câncer de mama é uma doença da velhice.
Além da idade, outros fatores também aumentam o risco da doença, como a menarca (primeira menstruação) mais cedo, a menopausa tardia, o sedentarismo, a obesidade, a ansiedade, o estresse, angústia, tristeza, depressão, o tabagismo, o consumo de álcool e a reposição hormonal. O componente genético é responsável por 10% dos casos, de acordo com a SBM.
Tumor em jovens representa 10% dos casos
O levantamento de Ricci mostra ainda que o número de novos casos em mulheres jovens (com menos de 40 anos) cresceu 12,6% em nove anos, passando de 468 diagnósticos, em 2000, para 527 em 2008.
Para o presidente da SBM, o mastologista Carlos Ruiz, a pesquisa é importante por mostrar que, apesar desse avanço, a porcentagem de casos em mulheres jovens se manteve estável durante o período. No ano 2000, o tumor nas mulheres com menos de 40 anos representava 11,7% de todos os casos, segundo o levantamento. Já em 2008, esse índice caiu para 9,8%.
Ruiz afirma que algumas mulheres com menos de 40 anos, de tão preocupadas com a doença, estão antecipando os exames de mamografia.
- Se a paciente não for do grupo de risco, ela não precisa fazer a mamografia antes dos 40. Está se criando um medo nas mulheres dessa faixa etária. Mas não é preciso gastar dinheiro com a população jovem, e sim com quem precisa.
Segundo Ricci, o fator de risco mais importante para a mulher jovem é o componente genético. Mulheres com histórico da doença na família, principalmente se o tumor for diagnosticado antes dos 40, devem antecipar a consulta com o mastologista.
O Inca (Instituto Nacional de Câncer) recomenda a mamografia de rastreamento (de prevenção) para as mulheres entre 50 e 69 anos, sendo apenas um exame a cada dois anos. Para as mulheres que têm casos de câncer de mama na família, a recomendação é realizar esse exame uma vez por ano a partir dos 35 anos.
Já a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame de rastreamento a partir dos 40 anos, uma vez por ano.
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por meio de um aparelho de raios-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, inclusive milimétricas, que ampliam a capacidade de diagnóstico.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/cancer-de-mama-em-idosas-aumenta-42-em-sao-paulo-20120124.html
O câncer de mama cresce no Brasil em mulheres de todas as idades, mas o avanço é mais rápido em mulheres acima dos 60 anos. Levantamento feito com base nos registros da Fundação Oncocentro de São Paulo, no período de 2000 a 2008, revela que o número de novos casos em idosas cresceu 41,8% no Estado.
A Fundação Oncocentro recebe dados de 76 hospitais do Estado, incluindo o Hospital das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão Preto, Hospital A.C. Camargo, Hospital de Barretos, Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), entre outros. O levantamento foi realizado pelo mastologista Marcos Desidério Ricci, da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), que analisou os 44.709 novos casos diagnosticados pela fundação durante nove anos.
Do total de casos, 44.312 foram registrados em mulheres e 397 em homens. Segundo o levantamento, 2.110 mulheres com mais de 60 anos foram diagnosticadas com câncer de mama somente no ano 2008. Oito anos antes, o número de novos casos nessa faixa etária tinha sido de 1.487, o que indica um crescimento de 41,8% no período.
Entre as mulheres de 40 a 60 anos, o número de novos registros saltou de 2.042, no ano 2000, para 2.744 em 2008, um aumento de 34,3%. Apesar do crescimento menor (na comparação com as idosas), são as mulheres de 40 a 60 anos que mais recebem diagnóstico do câncer. O levantamento mostra que, em 2008, 51% dos casos foram registrados nessa faixa etária. Já as idosas representam 39,2% dos novos casos. O restante (9,8%) são os diagnósticos da doença em mulheres com menos de 40 anos.
A idade é um dos fatores de risco para o câncer de mama, de acordo com Ricci. Além disso, o avanço mais acelerado da doença entre as mulheres com mais de 60 anos também pode ser explicado pela maior expectativa de vida da população
- O câncer de mama é uma doença da velhice.
Além da idade, outros fatores também aumentam o risco da doença, como a menarca (primeira menstruação) mais cedo, a menopausa tardia, o sedentarismo, a obesidade, a ansiedade, o estresse, angústia, tristeza, depressão, o tabagismo, o consumo de álcool e a reposição hormonal. O componente genético é responsável por 10% dos casos, de acordo com a SBM.
Tumor em jovens representa 10% dos casos
O levantamento de Ricci mostra ainda que o número de novos casos em mulheres jovens (com menos de 40 anos) cresceu 12,6% em nove anos, passando de 468 diagnósticos, em 2000, para 527 em 2008.
Para o presidente da SBM, o mastologista Carlos Ruiz, a pesquisa é importante por mostrar que, apesar desse avanço, a porcentagem de casos em mulheres jovens se manteve estável durante o período. No ano 2000, o tumor nas mulheres com menos de 40 anos representava 11,7% de todos os casos, segundo o levantamento. Já em 2008, esse índice caiu para 9,8%.
Ruiz afirma que algumas mulheres com menos de 40 anos, de tão preocupadas com a doença, estão antecipando os exames de mamografia.
- Se a paciente não for do grupo de risco, ela não precisa fazer a mamografia antes dos 40. Está se criando um medo nas mulheres dessa faixa etária. Mas não é preciso gastar dinheiro com a população jovem, e sim com quem precisa.
Segundo Ricci, o fator de risco mais importante para a mulher jovem é o componente genético. Mulheres com histórico da doença na família, principalmente se o tumor for diagnosticado antes dos 40, devem antecipar a consulta com o mastologista.
O Inca (Instituto Nacional de Câncer) recomenda a mamografia de rastreamento (de prevenção) para as mulheres entre 50 e 69 anos, sendo apenas um exame a cada dois anos. Para as mulheres que têm casos de câncer de mama na família, a recomendação é realizar esse exame uma vez por ano a partir dos 35 anos.
Já a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame de rastreamento a partir dos 40 anos, uma vez por ano.
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por meio de um aparelho de raios-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, inclusive milimétricas, que ampliam a capacidade de diagnóstico.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/cancer-de-mama-em-idosas-aumenta-42-em-sao-paulo-20120124.html
Medicamento contra câncer de mama é útil contra câncer de pulmão
(AFP) – Há 1 hora
WASHINGTON — O tamoxifeno, um medicamento antiestrogênio utilizado para o tratamento de certas formas de câncer de mama, também pode contribuir para reduzir a mortalidade em pessoas com câncer de pulmão, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pelo The Cancer Journal dos Estados Unidos.
Estudos anteriores haviam demonstrado que as mulheres que faziam terapia hormonal com estrogênio para tratar os efeitos da menopausa tinham um risco maior de morrer por câncer de pulmão.
O estudo publicado nesta segunda-feira é baseado na suposição de que bloquear os estrogênios pode melhorar a sobrevivência em pessoas com câncer de pulmão.
Cientistas examinaram 6.655 mulheres que tiveram câncer de mama entre 1980 e 2003, segundo o registro de tumores de Genebra, das quais 3.066, ou 46%, receberam tratamento com antiestrogênios.
O estudo coordenado pela doutora Elisabetta Rapiti, que acompanhou a saúde das mulheres até 2007, mostra que as pacientes que receberam antiestrogênios tiveram 87% menos risco de morte com câncer de pulmão que as outras
No entanto, o estudo não destaca incidência significativa do tratamento com antiestrogênios para o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão.
"Nossas conclusões apóiam a hipótese de que existe uma influência hormonal no câncer de pulmão", disse Rapiti.
"Se estudos futuros confirmarem nossas descobertas, e determinarem que os agentes antiestrogênio melhoram a sobrevivência das pessoas com câncer de pulmão, isto pode ter um impacto substancial na prática clínica", completou.
WASHINGTON — O tamoxifeno, um medicamento antiestrogênio utilizado para o tratamento de certas formas de câncer de mama, também pode contribuir para reduzir a mortalidade em pessoas com câncer de pulmão, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pelo The Cancer Journal dos Estados Unidos.
Estudos anteriores haviam demonstrado que as mulheres que faziam terapia hormonal com estrogênio para tratar os efeitos da menopausa tinham um risco maior de morrer por câncer de pulmão.
O estudo publicado nesta segunda-feira é baseado na suposição de que bloquear os estrogênios pode melhorar a sobrevivência em pessoas com câncer de pulmão.
Cientistas examinaram 6.655 mulheres que tiveram câncer de mama entre 1980 e 2003, segundo o registro de tumores de Genebra, das quais 3.066, ou 46%, receberam tratamento com antiestrogênios.
O estudo coordenado pela doutora Elisabetta Rapiti, que acompanhou a saúde das mulheres até 2007, mostra que as pacientes que receberam antiestrogênios tiveram 87% menos risco de morte com câncer de pulmão que as outras
No entanto, o estudo não destaca incidência significativa do tratamento com antiestrogênios para o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão.
"Nossas conclusões apóiam a hipótese de que existe uma influência hormonal no câncer de pulmão", disse Rapiti.
"Se estudos futuros confirmarem nossas descobertas, e determinarem que os agentes antiestrogênio melhoram a sobrevivência das pessoas com câncer de pulmão, isto pode ter um impacto substancial na prática clínica", completou.
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