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domingo, 29 de novembro de 2009

Quanto você se ama?

Todos nós temos uma lista enorme de razões para não gostar de nós mesmos. Às vezes até nos odiamos por alguma coisa que fazemos ou deixamos de fazer. Tentamos disfarçar ou esconder nossas inseguranças e defeitos. Todos nós temos muito medo de ser rejeitados.
Sentir-se inferior nos afeta de diversas maneiras. Quando nos sentimos por baixo, pensamos que somos observados, nos mínimos detalhes, pelos que nos rodeiam. Será que falei alguma besteira ou fiz algo errado? É o que passa pela cabeça nessas ocasiões. Ou, então, aceitamos algum elogio que nos fazem porque achamos que não é verdade o que desseram, ou a pessoa só falou aquilo para ser legal com a gente. Pensar que não se faz nada assim tão legal afeta o rendimento na escola, no trabalho e também na família, pois o desempenho é influenciado na proporção em que nos sentimos seguros ou inseguros a nosso respeito.
Você não está sozinho ao se sentir assim, pelo contrário, tem muita gente igualzinha a você. Ninguém tem respostas fáceis para o problema de inferiorização própria, mas as pessoas podem ajudar, se soubermos que todos nos sentimos inferiores ou inseguros em diversos momentos da vida.

Uma excelente semana!
Bete / Psicóloga
Fone: 4226-1274 / 8125-1036

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O lobby do amianto tem tentáculos em todos os parlamentos

Bom dia Paulo.

Estava a caminho do meu trabalho e ouvi na rede transamérica sobre o amianto e entrei na net para adquirir mais informações sobre e acabei de ler a matéria postada por você à respeito do deputado Waldir Agnello.
Tenho a formação de engenheiro ambiental e curso pós em segurança do trabalho e possuo o conhecimento sobre os impactos negativos das fibras de amianto na saúde dos trabalhadores e população em geral. Infelizmente a maior parte da população não deve ter o menor conhecimento sobre amianto.

Apesar da história nos ensinar muitas coisas, infelizmente alguns insistem em não aprender ou a ignorar.

Um absurdo!!!

Gostaria de saber quando o deputado te responder e qual a justificativa.

Obrigado

Rafael


Olá Rafael,

O amianto possui um lobby muito forte nos parlamentos. O deputado Waldir Agnello é um braço da indústria da morte dentro da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele procura justificar o projeto 917/2009, dizendo que os impactos econômicos serão catastróficos, principalmente, em Minaçu, cidade goiana onde se localiza a única mina de amianto crisotila, cuja proprietária é a empresa Sama, do grupo Eternit.

Estamos iniciando uma grande campanha estadual de conscientização e combate ao Amianto, principalmente, à indústria do fibrocimento à base de amianto. A campanha BRASIL SEM AMIANTO abrangerá todo o estado de São Paulo e pretende jogar uma pá de cal sobre a questão, como já fizeram outros 52 países. Fique à vontade para se expressar, comentando os artigos do blog. Se puder, envie artigos de sua autoria ou relatos de casos de que tenha conhecimento. Terei prazer em veicular na internet.

Abraço.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Isenção de Impostos na compra de automóveis - deficiente auditivo

Oi Paulo!

Olha que surpresa eu tive lendo hoje a resposta da pergunta a uma internauta sobre a lei de descontos para portadores de necessidades especiais.

Há um tempo atrás fui tentar comprar um carro para meu cunhado que tem deficiencia auditiva profunda e alegaram que esta categoria não estava inclusa na lei, para minha surpresa leio que no decerto nº 5.296 de 2004 isto foi contempaldo é isso? então agora ele já tem direito? acho que esta comunidade não está sabendo disso.Foi muito bom teres te ampliado bem nas clausas, porque sou muito leiga em leis.ISTO É REAL? nem acredito quase...

Bia
Olá, Bia!

Na verdade, as leis ainda excluem o deficiente auditivo. Há tempos, tenho apontado o fato de que as leis de isenção na aquisição de veículos perderam o foco. As sucessivas emendas criaram uma leis sem fisionomia definida. A redação original da lei exigia dois requisitos básicos: 1) Deficiência física e; 2) Impossibilidade de dirigir veículos comuns. O objetivo inicial foi conferir o benefíco apenas nos casos de deficiência anatômica. A comprovação da deficiência seria a incapaciade para dirigir veículos comuns. Com as sucessivas alterações, a lei ficou um tanto estranha. Hoje, um deficiente visual pode adquirir com isenção um veículo comum, sem qualquer adaptação e cadastrar um condutor, um parente, por exemplo. Veja que esquisitice! O deficiente visual pode fazer isso, mas o deficiente renal crônico, o portador de neoplasia colo-retal, o deficiente auditivo e outros, não podem. Pretendo me aprofundar mais no estudo e nas alterações dessas leis, mas, de antemão, vejo uma disparidade inadmissível de tratamento entre deficientes que, afinal de contas, têm algo em comum, que deveria ser levado em consideração, acima de tudo: a vulnerabilidade social e financeira.

Paulo Benevento
Advogado - Diretor Jurídico da RFCCESP

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A sociedade civil se organiza para combater o lobby do amianto

Lançamento da campanha contra o mesotelioma
Ontem, 10 de novembro, estive na Assembléia Legislativa e acompanhei o lançamento da campanha  "Mesotelioma: você conhece esta doença?".


A ABREA - Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto - e a sempre presente Fernanda Giannasi apóiam a campanha, que conta com o patrocínio do Ministério da saúde.

O deputado Marcos Martins (PT) presidiu a mesa. Ele é o autor da Lei 12.684, que proíbe o uso do amianto em todo o Estado de São Paulo.

Comovida, a viúva de um ex-funcionário da Eternit relatou a trajetória do marido, o engenheiro Yura Zoudine, que faleceu em 2005 vítima de mesotelioma, câncer agressivo relacionado ao amianto.

A família de Zoudine foi indenizada por danos morais e materiais no valor de R$ 600 mil, uma das maiores indenizações obtidas por vítimas do amianto.

Zoudine trabalhou na Eternit S/A em São Paulo, entre 1964 e 1967 . Trinta e oito anos mais tarde, em 2005, ele descobriu que estava com a doença, vindo a falecer em dezembro do mesmo ano.


Sensibilizada com a questão, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Estado de São Paulo também se articula para uma vigorosa campanha de advocacy no Estado de São Paulo.

A primeira ação prevista é o lançamento de um Portal na internet, um site de referência nacional, que levará o o mesmo nome da campanha: BRASIL SEM AMIANTO.

Pretendemos visitar nossas duzentas e oitenta filiadas e capacitar nosso exército de voluntários, para que eles sejam multiplicadores de informação e possam estender as raízes da campanha por todo o Estado de São Paulo.

A agenda da campanha BRASIL SEM AMIANTO é vasta e prevê uma série de ações de natureza jurídica, de comunicação, de publicidade e de intervenção política.

A questão do financiamento ainda impede o lançamento oficial da campanha, mas estamos certos de que, em breve, teremos uma solução para isso.


Paulo Benevento
Diretor jurídico da RFCCESP